quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Governador da província de Luanda, Bento Bento reconhece momento dificil

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O novo governador da província de Luanda, Bento Sebastião Francisco Bento, reconheceu hoje, em Luanda, que assume o cargo num “momento difícil”.
“Nós temos consciência quão difícil é governar Luanda, (…) mas com a colaboração de todos, sem excepção, poderemos levar a bom porto este barco”, asseverou à jornalista, momentos depois de ter sido empossado ao cargo pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Disse ainda que será possível a realização com “algum sucesso de muitas realizações e empreitadas que se colocam à frente do Governo da Província de Luanda”.
O primeiro secretário provincial do MPLA de Luanda, partido no poder, afirmou que possui um “vasto diagnóstico dos problemas” que assolam a capital do país.
Referia-se a penosa situação de energia eléctrica e as dificuldades de água potável, entre outros.
“Queremos mobilizar o governo provincial e as administrações municipais para que possamos dar a nossa contribuição no sentido de ver minimizados os problemas que afectam a cidade de Luanda”, enalteceu.
Terá como tarefa prioritária a reorganização do governo provincial e consequentemente as suas administrações e “afiná-las a altura de Luanda”.
“Gostaríamos de ver uma administração mais próxima dos problemas dos cidadãos”, segundo Bento Francisco Bento que igualmente advoga uma “governação participativa contando com a participação de todas as forças vivas da província”.
As novas autoridades de Luanda, prometeu, deverão encontrar uma “forma adequada” para que o comércio informal seja reduzido. Urge a necessidade de se encontrar uma forma para que as pessoas que exerçam esta actividade continuem a “ganhar o seu ganha pão, mas vendendo em locais adequados", explicou.
Apelou para a consciência de muitas pessoas pois qualquer cidade deve ter regras, para depois noutra parte da sua intervenção prometer que o lixo deverá ser reduzido.
Reconheceu que algumas operadoras que trabalham na recolha de resíduos deparam-se com problemas ligados a dinheiros, assunto que poderá ser equacionado.
Por outro lado disse que a experiência que teve no domínio do acompanhamento político a nível provincial poderá “servir de base” para a governação de Luanda que será assente na “prestação de serviços aos munícipes”.
Agradeceu a confiança que lhe foi depositada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e pela direcção central do MPLA para governar a província de Luanda.

Bento Bento é o novo governador de Luanda

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, procedeu esta segunda-feira à nomeação de Bento Sebastião Francisco Bento para o cargo de governador da província de Luanda. Manuel Ventura Catraio é vice-governador para o sector económico.
A informação vem expressa numa nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República, que dá ainda conta da nomeação de Manuel Ventura Catraio para o cargo de vice-governador de Luanda para o sector económico.
No mesmo despacho, foram nomeados Graciano Francisco Domingos para o cargo de vice-governador de Luanda para o sector de organização administrativa e Jovelina Alfredo António Imperial vice-governadora para o sector político e social

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Presidente de Angola inaugura campus universitário

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, inaugurou nesta segunda-feira (14) a primeira fase do Campus da Universidade "Agostinho Neto", localizado no município do Kilamba Kiaxi, em Luanda.

Esta instituição vai arrancar em 2012, ministrando cursos de Matemática, Química, Física e Ciências de Computação, para 2 300 estudantes.

A infra-estrutura conta com cinco edifícios para as faculdades respectivas, bem como redes de tratamento de água potável e energia eléctrica instalada.

No âmbito da primeira fase do projecto, foi ainda construído um refeitório, instalações para agências bancárias, lojas, complexo residencial, para docentes e não docentes, ginásio, laboratórios de ensino e investigação, entre outras estruturas.

Na segunda fase, com o arranque previsto para 2012, serão construídas as faculdades de engenharia, medicina, instituto superior de ciências de saúde, e um hospital universitário. As informações são da Angop.

Campus Universitário vai aumentar taxa de escolarização

O ministro da Educação, Pinda Simão, considerou na passada segunda-feira, em Luanda, que projecto do Campus Universitário da Universidade António Agostinho Neto vai aumentar a taxa de escolarização no ensino superior.
Em declarações à Angop, após o acto de inauguração da primeira fase pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o governante disse que se prevê mais uma oportunidade de formação em várias áreas do saber.

Para o ministro da Educação, em termos de cobertura educativa este novo projecto trará grandes benefícios ao país e para o seu desenvolvimento.
“Os quadros superiores têm uma missão fundamental para o desenvolvimento de qualquer país porque são portadores do saber, competências e fundamentais para qualquer área de serviços”, referiu.
Segundo disse, as novas instalações da Universidade Agostinho Neto vão concentrar maior parte dos serviços e implicará a racionalização da utilização de recursos humanos.
Considerou que a Universidade Agostinho Neto sempre funcionou em instalações dispersas, tendo acrescentado que a sua base das infra-estruturas estavam espalhadas em vários pontos da cidade de Luanda.
“Como podem verificar aqui estão todas ciências de base e que vão ter um papel sobre o funcionamento das outras unidades orgânicas”, disse o ministro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ministro atribui mérito ao Executivo pelos feitos nos 36 anos de independência

O ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, afirmou que os feitos desportivos nos 36 anos de independência se devem a disponibilidade do Executivo na criação de políticas e apoio aos projectos de desenvolvimento. Além disso, o país conta com a atenção particular de um antigo praticante, o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.
  
Em declarações sexta-feira à Angop na final da Taça de Angola conquistada pelo Interclube (vitória sobre o 1º de Agosto por 5-3 aos penaltes), disse que a presença regular do mandatário da nação nos recintos desportivos demonstra a sua preocupação e carinho para com a juventude.

Referiu que os resultados obtidos desde 1975 colocam Angola entre os melhores do continente africano nalgumas modalidades, numa altura em que a orientação do Chefe de Estado aponta para investimentos no capítulo das infra-estruturas, designadamente a construção de uma vila olímpica e centro de treinamento e alto rendimento.

Gonçalves Muandumba acrescentou que o cumprimento desse pressuposto preponderante para o desenvolvimento irá catapultar Angola para patamares "bastante" elevados, lembrando, no entanto, que existe ainda muito trabalho pela frente, mas que prevê um futuro bom e promissor.

"A contribuição do desporto nos 36 anos da nossa independência é reconhecida e marcante - sobre isso não há dúvidas nenhuma. Não vale apenas citar as modalidades, mas basta ver o movimento que é cada vez maior no desporto federado, de formação e de lazer", frisou.

O responsável voltou a citar a preponderância do Presidente da República nas questões da juventude e desportivas, considerando-o como "um dos grandes apoiantes" do Governo para o desporto.

Acrescentou que o facto de ter sido praticante e pela presença tradicional na final da Taça de Angola e noutros eventos demonstra isso mesmo.

Entre os feitos do desporto nacional 36 anos depois da proclamação da independência destaque para os 10 títulos continentais do andebol sénior feminino e basquetebol sénior masculino e a conquista do campeonato africano de futebol em sub-20.

Ainda as triplas medalhas de ouro do desporto adaptado e respectivos recordes nos jogos paralímpicos, e mais recentemente as duas medalhas de ouro da canoagem nos Jogos Africanos e a conquista do Afrobasket pela selecção sénior feminina.

Em termos de infra-estruturas destaque para a construção de pavilhões multiuso nas províncias do Huambo, Benguela, Cabinda e Huíla e de quatro estádios de futebol em Luanda, Cabinda, Benguela e Huíla.

Em termos de grandes realizações, Angola organizou já edições de Afrobasket, CAN de andebol e futebol. O próximo desafio será o campeonato do mundo de hóquei em patins em 2013, o primeiro a realizar-se no continente africano.

Presidente assiste a um concerto de clássicos da música angolana

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, acompanhado da primeira-dama, Ana Paula dos Santos, assistiu a um concerto sinfónico de clássicos da música angolana, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, após o jogo da final da Taça de Angola em futebol, ganha pelo Interclube.
 
Organizado em alusão ao Dia da Independência Nacional, assinalado no dia 11, sexta-feira, em todo o país, o concerto foi dirigido por Rui Massena, maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira, que fez desfilar nomes sonantes da música angolana, como Filipe Mukenga, Bonga, Carlos Burity e Paulo Flores.

Mukenga apresentou “Mandume”, obra do seu primeiro álbum de carreira (Novo Som), Bonga mostrou classe com o seu “Kissueia”, Carlos Burity cantou “Minga” e Paulo Flores brilhou com “Boda”.
 
Outros clássicos da música angolana, como “Namoleleno”, “Kambambe”, “Saudades”, “Vissolela”, “Kambuta” e “Pão com Chouriço” foram ouvidos e aplaudidos nas vozes de Gabriel Tchiema, Gercy Pegado, Anselmo Ralph, Coréon Dú, Pérola, Irina, Dodó Miranda, Justino Handanga e Daniel do Nascimento.
 
Ouviu-se ainda “Poema da Farra”, letra de Mário António e música de Ruy Mingas, interpretada por Margareth do Rosário. A canção “Saudades”, um clássico de Eduardo Paím, foi interpretada com mestria por Anselmo Ralph. Wiza interpretou “Mambo Melutanga”, de Teta Lando, que mereceu fortes aplausos da plateia.

História angolana ajudará a elucidar juventude sobre ganhos da Independência

O vice-ministro da Cultura, Cornélio Caley, disse esta semana, em Luanda, a propósito do 11 de Novembro, que a redução das dificuldades da juventude em compreender os ganhos da Independência passa pelo acesso à história geral de Angola.
 
Cornélio Caley, que prestou esta informação à Angop, durante a gala de atribuição do Prémio Nacional de Cultura e Artes, afirmou que os jovens vêem ainda com alguma dificuldade os ganhos da independência, porque ainda não há a história geral de Angola, onde se possa ler a trajectória do país.
 
Para o responsável, tal dificuldade não acontece muito com aqueles cidadãos que acompanharam a maior parte do processo histórico do país até aos dias de hoje. “Estes sabem que os ganhos são enormes”, realçou.
 
Para si, apesar de algumas dificuldades ainda vividas no país, o que já se ganhou é bastante, porquanto depois de um prolongado conflito armado, que deixou desavinda a nação, com famílias separadas, são factos que nos últimos dez anos já não se verificam mais.
 
“Com a paz, os jovens podem de facto realizar sonhos, aqui o ponto fundamental, que também é preocupação do Executivo, é a formação de recursos humanos, através da formação de quadros em todos os níveis, para que o país supere qualquer situação anómala”, disse.
 
O conhecimento, acrescentou, dota o homem de qualidades para poder competir em todos os campos e em qualquer parte do mundo, porquanto esta é a arma que o angolano precisa para vencer os obstáculos que restam para se atingir o desenvolvimento.
 
Segundo o vice-ministro, os angolanos com a sua idade, durante esta trajectória, desde o período antes da independência, viveram momentos difíceis, depois da independência, a situação social, política, cultura e económica, apesar de registar momentos menos bons, hoje está melhor.
 
“Conseguimos realizar o nosso sonho, conquistar a liberdade, a juventude também deve trabalhar arduamente para conquistar o seu, concretamente a formação para acompanhar as transformações técnicas e tecnológicas do mundo globalizado”, concluiu.